drones na geofísica

Drones na geofísica: Entenda suas aplicações e tendências.

O uso de drones na geofísica não é mais apenas algo do futuro, algumas mineradoras e empresas de geologia já estão utilizando eles como aliados, principalmente para a pesquisa mineral em áreas de difícil acesso ou até mesmo para cobrir regiões extensas em um espaço de tempo curto.

Além de uma melhor precisão que o levantamento aéreo por helicóptero ou por avião, o drone proporciona a cobertura de grandes áreas e um espaçamento de linhas menor, o que traz uma maior confiabilidade para o dado geofísico, para saber um pouco mais sobre o uso de drones na geofísica, leia este conteúdo até o final!


Quais os principais métodos geofísicos utilizados com drones?

Os métodos geofísicos utilizados com drones mais conhecidos são a magnetometria, a gamaespectrometria e o método eletromagnético, mais especificadamente o VLF. Contudo, já existem alguns testes para outros métodos, como a gravimetria.

Dentre todos os citados acima, a magnetometria é o método mais utilizado atualmente, sendo também o mais consolidado, alguns exemplos de magnetômetros que podem executar esse tipo de levantamento geofísico com drones são o MagArrow da Geometrics e o DRONEmag da GEM Systems.

Mais comumente, os drones estão também sendo muito utilizados para a topografia, através do Lidar e da modelagem 3D utilizando aerofotogrametria, permitindo levantamentos topográficos de áreas extensas com precisão centimétrica.

Atualmente, levantamentos de ground penetrating radar (GPR) e de espectroscopia de raio gama também estão sendo utilizadas e testadas com drones. Dessa forma, com algumas pesquisas sendo desenvolvidas para realizar a integração de sensores geofísicos com drones, a medida que elas obtiverem sucesso, eles serão cada vez mais utilizados.


Quais os desafios técnicos para a aquisição de dados geofísicos com drones?

Os principais desafios estão em relação a operação dos drones, de forma que eles possam executar perfeitamente as linhas de voo que foram planejadas, pois, deve-se levar em conta vários fatores, como clima, topografia da região, vegetação, direção e intensidade do vento, horário de aquisição, entre outros.

Além da operação, é necessária também uma expertise em relação ao planejamento, pré-processamento e processamento dos dados do drone, que podem tornar o processo bastante complexo, além da adequação desse tipo de levantamento com a legislação brasileira.

Além disso, a depender do método que será aplicado, o operador do drone terá que tomar as precauções específicas, pois, cada um dos métodos geofísicos funciona de maneira diferente e pode sofrer interferências e sensibilidades distintas em uma mesma região.

Por fim, uma das suas principais desvantagens está relacionada ao tempo de voo a depender do equipamento, pois, caso ele seja curto, o operador terá que ter mais precauções e o drone terá que retornar a base de maneira constante.


Vantagens do uso de drones

As principais vantagens do uso de drones na aquisição geofísica são:

  • Qualidade e precisão dos dados adquiridos;
  • Economia de custos;
  • Segurança para o operador e para a equipe responsável;
  • Acessibilidade em áreas remotas;
  • Maior produtividade;
  • Possibilidade de realizar levantamento em ambientes aquáticos.

Qual o futuro do uso de drones na geofísica?

Existe uma clara tendência de crescimento nesse setor devido as vantagens abordadas anteriormente. Atualmente, o principal método aplicado é a magnetometria, contudo, diversos métodos como GPR, gravimetria, eletromagnético e outros estão sendo aperfeiçoadas e a tendência é que ao longo do tempo, caso sejam desenvolvidas tecnologias que gerem uma maior viabilidade da utilização deles, eles tendem a ser usados em larga escala.

Já existem atualmente alguns estudos de caso da aplicação dos drones na geofísica, podemos citar alguns deles como:

O segundo artigo técnico do Boletim número 113, da Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGF), que fala sobre a magnetometria com VANT como apoio às operações pós-colapso de barragem: suporte à dragagem e busca por objetos metálicos, do autor Felix, C.A da empresa Tessec Engenharia e Serviços Marítimos, que foi desenvolvido a partir do desastre de Brumadinho.

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