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Mineração de asteroides

A mineração de asteroides é um tema falado a diversos anos, desde 2013, a NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) possui projetos para essa frente de trabalho em específico.

No entanto, existem vários desafios, sendo um dos principais deles a viabilidade economica de todo esse processo, além dos riscos de se realizar a mineração no espaço e dos métodos que não seriam exatamente iguais aos tradicionais, para saber mais sobre esse tema. Leia até o final!

Quais recursos estão disponíveis no espaço?

Os recursos no espaço são extremamente abundantes e existem asteroides com grandes quantidades de minério de ferro, níquel, ouro e outros metais, principalmente do grupo da platina. Em 2020, uma notícia foi anunciada mostrando que o asteroide 16 Psique, que é composto por ferro e níquel, valeria mais que toda a economia do planeta terra, chegando a ser estimado em 10 mil quadrilhões de dólares.

Ainda sobre esse asteroide específico, dado o seu potencial econômico, a NASA pretende explorar ele e preparar o lançamento para entender melhor sobre ele ainda esse ano ou em 2023. A ideia é que a nave não tripulada chegue no asteroide em 2026, a partir disso ela irá orbitar ele por 21 meses para mapeá-lo e estudá-lo. A ideia é validar as hipóteses e entender se eles estavam certos e se essa estimativa de recursos de fato faz sentido ou não.

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Asteroide 16 Psique. Foto: MaxarASU/P. Rubin/Nasa/JPL-Caltech

Como seria realizada a mineração de asteroide?

Existem vários textos acadêmicos e teses se propondo a tentar entender mais como a mineração de asteroides seria realizada, sendo algumas propostas bem semelhantes com as que já acontecem hoje e outras, bastante inovadoras. Um exemplo de proposta inovadora é a biomineração, que consiste no processo de introduzir bactérias em um asteroide que consumiriam certos compostos, produziriam gás e ele poderia ser coletado através de uma sonda.

A startup Astroforge quer explorar essa área

A startup Astroforge captou nesse ano 13 milhões de dólares para poder explorar a mineração de asteroides. Focando em metais do grupo da platina, que são problemáticos na terra porque geram muita poluição. Até então, através de seu equipamento, eles fizeram testes apenas através de laboratório, mas em janeiro de 2023 está previsto o lançamento do Falcon 9, que vai realizar o primeiro teste com o equipamento denominado AstroForge 6U e pretende extrair a platina de uma amostra que ele vai transportar de volta para a órbita.

Como visto nesse conteúdo, existem vários desafios relacionados a mineração de asteroides e muitas dúvidas que ainda precisam ser resolvidas, para que isso se torne algo viável ou executável nos próximos anos. No entanto, esse tipo de mineração pode ser uma alternativa para que a extração de recursos do planeta terra diminua e, principalmente, para encontrarmos mais fontes de metais e minerais que serão necessários no futuro.

A única forma da mineração de asteroides ser viável é através do investimento em tecnologia e em pesquisa, para que novas formas ou tentativas de formas de mineração no espaço sejam desenvolvidas e devidamente testadas e também para que possamos estudar estes corpos rochosos espaciais e ter mais informações sobre cada um deles.

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