Minério de Ferro: Conheça sua história e as principais jazidas do Brasil.

O minério de ferro
no Brasil

O minério de ferro é de grande importância para o mundo. No artigo de hoje veremos a história, as empresas que exploram e o mercado dessa valiosa commodity do Brasil.

O Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro, perdendo apenas para a China, os grandes depósitos já encontrados e ainda com potencial para serem descobertos no país atraem investimentos de diversas mineradoras na casa de milhões de dólares.

A Vale detém o primeiro lugar no ranking dos investimentos nesse minério.

A história

O minério de ferro no Brasil foi descoberto no final do século XVI, em Minas Gerais.

Os primeiros trabalhos geológicos sobre o mesmo e as primeiras explorações foram realizadas em 1913 por Harder & Chamberlin.

No final do século XVII, foi descoberto o quadrilátero ferrífero (QF), em Minas Gerais.

Compreendendo as cidades de Belo Horizonte, Itabira, Ouro Preto e Congonhas.

Os primeiros achados do metal nobre em torno de 1693 levaram a uma verdadeira febre ferrífera. Houve naquele tempo uma migração enorme em direção às montanhas ao redor desse lugar.

quadrilátero de minério de ferro no Brasil

Desde então, a área do quadrilátero assume uma importância nacional, sendo considerada a mais importante província mineral do país. As estimativas do início do século XXI, apontam que dali se extraía cerca de 55 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Estima-se que 60% de toda a produção brasileira dessa commodity tenha origem nessa região.

Outro grande local onde foi encontrado minério de ferro no país no ano de 1967, é na Serra de Carajás, que fica localizada no sudeste do Pará, norte do Brasil.

Nessa região, o minério de ferro é encontrado com o mais elevado teor de todo o globo terrestre, sendo esse um dos grandes diferenciais para a produção ser tão relevante e sua extração iniciou-se em 1985, 18 anos depois da jazida ter sido descoberta.

1986 foi o primeiro ano que a jazida foi contabilizada para a extração no país e isso fez com que o mesmo produzisse cerca de 13 milhões de toneladas.

No total, estima-se que a retirada de aproximadamente 150 milhões de toneladas desse minério nessa região.

As empresas que extraem essa commodity

A Mineração Usiminas tem suas operações de mineração se baseiam em quatro minas na região de Serra Azul, em Minas Gerais nos limites do Quadrilátero Ferrífero.

A mineradora já produziu cerca de 52,3 milhões de toneladas de minério de ferro, com o recorde de vendas de 800 mil toneladas em um único mês.

Desde o início de suas operações a MUSA já gerou de tributos o equivalente a 1,1 bilhão de reais.

A Anglo American tem as duas unidades de negócio em Niquelândia, Goiás, na produção de níquel e em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, na produção de minério de ferro.

O grupo promoveu um investimento de 35 bilhões de reais no país, sendo 8,8 bilhões apenas na fase de implantação do Projeto Minas-Rio, maior investimento em nível global realizado pela Anglo American.

O primeiro embarque no mineroduto ocorreu em 2014.

A Vale que é a maior produtora do minério de ferro do país.

No terceiro trimestre de 2018 obteve o recorde de produção de finos de minério de ferro, com a marca de 104,8 milhões de tonelada, enquanto a produção do segundo semestre de 2018 foi de 96,8 milhões de toneladas.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) tem sua principal atividade é na mina Casa de Pedra e mina do Engenho, no município de Congonhas em Minas Gerais.

Ela possui 3 bilhões de toneladas em reservas e tem uma capacidade de produção de 30 milhões de toneladas por ano.

Também possue a Mina do Engenho que tem reservas calculadas em 300 milhões de toneladas.

A Ferrous Resources do Brasil seus principais empreendimentos são as minas Viga, localizadas no Quadrilátero Ferrífero.

A produção de minério de ferro da Ferrous atingiu 5.5 milhões de toneladas em 2014

O mercado do minério de ferro no Brasil

O mercado de minério de ferro possui diversos produtos, sendo que cada um deste tem um uso específico na indústria siderúrgica.

A indústria de base é a que mais precisa do mesmo para dar continuidade a seus procedimentos, pois é um importante componente para muitas linhas de produção.

Por exemplo, a matéria prima do aço que vai para os automóveis, máquinas e eletrodomésticos é feita desse minério.

Sua demanda é regida de acordo com a necessidade das indústrias. Esse ano, por exemplo, houve queda da procura do minério.

A Vale, por exemplo, no segundo trimestre de 2019 alcançou 64,057 milhões de toneladas, queda de 12,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e 33,8% abaixo do reportado um ano antes.

No primeiro semestre desse ano, a Vale produziu um total de 136,9 milhões de toneladas de minério, um recuo de 23,4% na comparação com os seis primeiros meses de 2018.

Essa queda é explicada, devido a recente tragédia em Brumadinho-MG, onde ocorreu o rompimento de uma das barragens de minério.

Minério de ferro no quadrilatero ferrifero

Um dos supergrupos mais importantes para a mineralização de ferro é o Supergrupo Minas.

Nele estão presentes o Itabirito e os BIFs.

O BIF, é uma rocha sedimentar ou metassedimentar química ou vulcanoquímica finamente estratificada, apresentando camadas  de óxidos, carbonatos ou silicatos de ferro rítmicamente alternadas com camadas diferenciadas destas.

Itabiritos são rocha bandadas que alternam níveis milimétricos a centimétricos de hematita (+-magnetita) com níveis silicáticos, geralmente de quartzo.

Ele basicamente é um BIF ou formação ferrífera bandada metamorfizada.

Super Grupo Minas

Ele pode ser dividido em duas megasequências principais:

Uma entre fluvial deltaica e marinha plataformal (Grupos Caraça, Itabira e Piracicaba) e outra de depósitos marinhos imaturos do Grupo Sabará.

O grupo Itabira, onde estão os itabiritos do QF, é uma sequência predominantemente marinha de ambiente raso a profundo, depositada sobre a sequencia Clástica Progradante do Grupo Caraça, que apresenta da base para o topo conglomerados, quartzitos, metapelitos.

O grupo Itabira é dividido em uma unidade inferior que é a Formação Cauê, onde predominam itabirito e dividido em uma superior, a Formação Gandarela com rochas carbonáticas (dolomitos e mármores dolomíticos e calcíticos), filitos e BIFs.

Tipos principais de minério de ferro

No quadrilatero ferrifero, existem 3 principais tipos de minério de ferro.

Não tectônicos ( hipogênicos ou supergênicos), concordantes ao bandamento e sem aparente condicionamento genético a estrutura tectônica.

SinTectônicos (hipogênicos), com claro condicionamento genético a estrutura tectônica.

Pós tectônicos (Supergênicos) onde a estrutura é um fator auxiliar a extensão da mineralização, facilitando a percolação de fluidos,

Minério não Tectônico

Os corpos de hematita compacta, ocorrem como lentes de dimensões variáveis, espessura decimétrica a decamétrica com bandamento definido pela alternância de níveis compactos e porosos de óxidos de ferro.

Sua morfologia tem forte controle do acamamento.

Minério Sintectônico

Sua existência indica importância metalogenética de fluidos hidrotermais que podem atuar ou lixiviando os minerais da ganga.

Um dos exemplos é o Quartzo lixiviado a partir do mecanismo de dissolução por pressão ou mobilizando o Ferro 2+ da kenomagnetita e precipitando na forma oxidada como especularita.

Minério Pós-Tectônico

No Quadrilátero Ferrífero, em virtude das características da região, o intemperismo tem uma importância fundamental na geração de corpos lavráveis de minério de ferro de alto teor através da lixiviação da sílica.

O processo de intemperismo próximo a superfície é responsável também pela oxidação e hidratação da magnetita e em menor proporção da hematita.

Esse processo acaba formando uma crosta laterítica (canga) cuja profundidade varia de metros a dezenas de metros e protege as formações ferriferas.

Minério de Ferro em Carajás

Assim como a maioria dos terrenos ricos em minerais metálicos, a região da Serra dos Carajás está localizada em terrenos de origem cristalina (escudos e crátons).

As jazidas minerais ali existentes se originaram a partir dos depósitos conhecidos como IOCG (que podem conter os minérios de ouro, ferro e cobre).

Os materiais ricos em ferro existentes na Serra dos Carajás são basicamente idênticos aos que ocorrem em outras áreas pré-cambrianas.

Os minérios originam-se a partir do itabirito e admitiremos ser este uma formação originalmente identica a um jaspelito hematítico que foi recristalizado em condições de baixo grau de metamorfismo.

Porém, existem também minérios que tem sua origem a partir de ambientes sedimentares, sendo este composto por BIFs.

Essa região, possui o minério com o teor mais elevado encontrado em todo o mundo,

Além disso existem novas reservas de outros depósitos como cobre, zinco e outros metais sendo descobertas pela Vale.

Além das grandes mineradoras, existem uma série de médias e pequenas mineradoras que possuem áreas e estão extraindo minério da região, sendo esta muito rica.

Por fim, nesta região ainda há muito o que se explorar e novas descobertas estão acontecendo ao longo do tempo.

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