Poço de monitoramento: Saiba tudo sobre!

Poço de monitoramento

Entenda todos os processos que englobam a construção de um poço de monitoramento.

Poço de monitoramento: Construção explicada de maneira simplificada.

Entender os aspectos construtivos de um poço de monitoramento é entender um projeto que envolve uma série de tarefas expostas por essa norma.

O projeto se inicia com a caracterização geral da área, onde serão coletados dados sobre o terreno em que se deseja instalar o poço de monitoramento e sobre o aquífero.

Após conhecer as características geológicas e hidrológicas do aquífero, é preciso determinar qual será o método de perfuração do substrato para alocar o poço.

Para isso, é possível classificar o poço de acordo com o tipo de substrato em que está construído em três tipos: cristalino, sedimentar e misto.

Poços cristalinos, de monitoramento ou artesianos, são poços construídos em rochas popularmente conhecidas como duras, como granitos, xistos, basaltos etc.

Já poços sedimentares são aqueles construídos em rochas popularmente chamadas de moles, como arenitos, folhelhos e argilitos.

Por fim, os poços mistos são os construídos em um substrato que comporta os dois tipos de rochas, cristalinas e sedimentares.

Após ter-se realizado o furo, constrói-se o poço. Os materiais usados e suas especificações podem ser encontrados em maior detalhe na norma NBR 15495-1.

É de suma importância que os materiais listados para componente sejam usados na construção destes poços para garantir o maior tempo de funcionamento possível e para que o poço opere da maneira mais correta também.

Por fim, a maneira correta de encaixar os componentes e realizar toda a vedação durante a construção do poço será explicada.

Como é feita a caracterização da área?

A caracterização da área vai além de descobrir qual o tipo de substrato em que será construído o poço de monitoramento. O descobrimento do subsolo pode ser feito de várias maneiras, usando desde dados de poços vizinhos como campanhas de sondagens ou estudos de seções próximas ao local.

Como dito anteriormente, conhecer o solo é de extrema importância pois é ele quem dita quais serão os meios de perfuração empregados para se construir o poço. Quão melhor for este conhecimento local, maiores as chances de o projeto ocorrer bem, sem que hajam gastos adicionais imprevistos.

Outros pontos levantados durante a fase de caracterização envolvem a observação da geomorfologia e das estruturas geológicas do local, o estudo hidrogeológico e outros. Todos estes dados serão analisados em conjunto com a substância que se deseja monitorar, considerando seu comportamento nos aquíferos estudados.

O estudo geomorfológico representa a maneira mais fácil de inferir algumas características do aquífero, ainda que somente este estudo não seja suficientemente preciso para realizar todo o projeto. De forma resumida, a água dos aquíferos se deslocam de pontos mais altos para pontos mais baixo, obedecendo a lei da gravidade.

Por isso, relevos que apresentam colinas e vales entre essas colinas facilitam inferir o fluxo da água subterrânea apenas observando a paisagem. Outro fator que pode ser determinante no sentido do fluxo da água é a estrutura da(s) rochas(s) em que o aquífero está hospedado.

Algumas rochas, principalmente as sedimentares, apresentam camadas que forçam o fluxo em uma direção específica, sempre paralela à esta estrutura.

Geólogo fazendo a caracterização da área para construir poço de monitoramento

O estudo hidrogeólogico para o poço de monitoramento

O estudo hidrogeológico representa o estudo mais aprofundado possível de um aquífero. É no estudo hidrogeológico em que as direções e velocidade do fluxo são determinadas. Para que este estudo seja feito, porém, é necessário conhecer algumas características do comportamento do aquífero.

O nível estático da água, por exemplo, e a cota do terreno em que é conhecido este nível estático será usado para determinar com qual velocidade a água subterrânea é transmitida entre pontos conhecidos. Como já explicado, a água obedece a lei da gravidade, mesmo em subsolo, indo de um ponto com mais energia para outro com menos energia.

Tendo em mãos a diferença de potencial entre dois pontos conhecidos e as características de transmissão de água entre esses pontos, que é facilmente obtida em laboratório, obtém-se a direção e velocidade do fluxo.

O poço, por sua vez, será construído justamente onde o fluxo irá transportar a substância potencialmente contaminadora de sua fonte de contaminação para o próprio poço, garantindo que caso haja algum vazamento, o poço possa acusá-lo.

Materiais usados para construir o poço de monitoramento

O poço de monitoramento, desde a sua construção até o seu funcionamento, deve estar livre de qualquer substância capaz de alterar as características químicas da água amostrada. Para isso, as ferramentas usadas no momento da construção, bem como os componentes do poço devem estar devidamente limpos ou serem constituídos de material inerte.

O material inerte em questão, atualmente, quase sempre é o PVC, mas podem ser encontrados tubos de aço inoxidável dependendo da substância que se pretende monitorar. Os tubos e os filtros são compostos por estes materiais em questão. Outra característica dos filtros são as ranhuras.

Cada filtro deverá apresentar o intervalo de ranhuras de acordo com o intervalo do aquífero que será analisado. As espessuras das ranhuras e o espaçamentos entre elas irá variar de acordo com as características geológicas previamente obtidas durante a etapa de caracterização.

Além de toda a tubulação presente em um poço de monitoramento, outros componentes estão presentes, como a laje de proteção sanitária e o pré-filtro. A laje de proteção sanitária é normalmente feita de concreto e seu principal objetivo é impedir que a água superficial entre em contato com a água do poço.

O pré-filtro é composto por sedimentos selecionados, de granulometria conhecida, e é disposto entre as paredes do furo e do poço, e será responsável em impedir que sedimentos do furo entrem no poço.

Outro material geralmente negligenciado e que está presente durante a fase de construção do poço é a própria água que será usada na perfuração.

A água deverá ser de fonte conhecida, que não comprometa as características do poço, e deve ter suas informações guardadas até pelo menos o final da primeira campanha de amostragem, justamente para se ter um controle da composição da água retirada do poço quando este estiver funcionando.

Instalação de um poço de monitoramento

Aspectos construtivos de poços de monitoramento pela NBR 15495-1

A primeira preocupação durante a construção do poço de monitoramento é a perfuração.

Para que um bom poço seja construído, é preciso se atentar a se obter um furo retilíneo e livre de obstruções e materiais contaminantes.

Idealmente, recomenda-se que o furo seja feito sem o auxílio de água ou outros fluídos mas, caso seja necessário, que estes fluídos sejam controlados a fim de serem eliminados durante o desenvolvimento do poço.

Os primeiros componentes a serem ajustados são o tubo-filtro e o tubo de revestimento.

Estes componentes deverão ser devidamente acoplados e vedados manualmente. Caso o uso de ferramentas seja necessário, estas devem estar em perfeitas condições de limpeza.

É importante não danificar as roscas destes tubos durante a sua instalação.

Após os tubos serem instalados, é o momento de encaixar os pré-filtros primário e secundário.

Para estas instalações, deve-se usar tubos de descidas devidamente descontaminados, que serão puxados para cima após a instalação dos pré-filtros.

A acomodação do pré-filtro primário é feita logo após a instalação de ambos os pré-filtros.

É preciso preencher o espaço entre as paredes do furo e do tubo de revestimento com bentonita.

A bentonita usada para esta finalidade varia de acordo com a profundidade do poço, já que enquanto o espaço é preenchido, pode haver a formação de pequenas pelotas da argila que podem obstruir a tubulação.

Por fim, realizam-se as obras de proteção do poço de monitoramento, instalando o cap de pressão , construindo a laje sanitária e a caixa de proteção do poço, que atuam na prevenção do acesso de pessoas não autorizadas bem como evitam o contato da água superficial com a água do poço.

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