O risco geológico representa uma fonte de prejuízos para as cidades brasileiras por causa do clima que predomina no país, que faz com que chuvas fortes ocorram em certos momentos do ano.

Por causa dessa grande ocorrência de acidentes e com a modernização e acessibilidade de geotecnologias os órgãos governamentais que atuam na prevenção do risco usam as geotecnologias para fins de mapeamento de risco geológico.

No artigo de hoje iremos abordar um pouco sobre o risco geológico e o uso de geotecnologias.

O que é o mapeamento de risco geológico?

O risco geológico é uma junção de dois grandes grupos de fatores: o humano e o natural.

Os fatores humanos envolvem, por exemplo, a densidade de ocupação dos terrenos e o padrão construtivo das habitações que ali estão.

Já os fatores naturais estão diretamente ligados às características do terreno, como tipo de solo, declividade, cobertura de vegetação etc.

Geotecnologias no mapeamento de risco geológico

As geotecnologia empregadas no mapeamento de risco geológico atua no sentido de filtrar essas áreas e direcionar o estudo das equipes nas regiões mais críticas.

Com o auxílio de mapas produzidos pelos próprios municípios, que indicam:

  • densidade demográfica;
  • tipo de solo;
  • declividade do terreno;
  • cobertura vegetal.

É possível atribuir notas para o risco geológico e traçar os setores que se apresentarem mais perigosos.

Resultados obtidos com o uso de geotecnologias no mapeamento de risco geológico

Com os dados em mão, é possível produzir os mapas importantes para a avaliação do risco geológico.

Com os dados topográficos obtidos, é possível criar mapas de declividade do terreno e classificá-los de acordo com estudos produzidos, separando as taxas de declividade em faixas de risco (do menor para o maior).

Outro produto muito importante que pode ser gerado com o auxílio de imagens que registraram ondas no infravermelho é a de densidade de vegetação na área.

Plantas saudáveis emitem intensidades de ondas no infravermelho e essa característica pode ser usada para identificar áreas mais florestadas que, por consequência, apresentam mais segurança geotécnica.

Com estes dois produtos, junto a mapeamentos de densidade populacional (se existente), é possível traçar as áreas de maiores riscos geotécnicos e tomar medidas especiais tanto para aumentar a segurança das áreas quanto para evitar que essas áreas mais perigosas, mas que ainda não foram ocupadas, passem a abrigar novos moradores.

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30 de novembro de 2018