Introdução

Como vimos anteriormente, o risco geológico representa uma fonte de prejuízos para as cidades brasileiras por causa do clima que predomina no país, que faz com que chuvas fortes ocorram em certos momentos do ano. Por causa dessa grande ocorrência de acidentes e com a modernização e acessibilidade de geotecnologias proporcionada pelo mercado nos últimos anos, órgãos governamentais que atuam na prevenção do risco puderam usar as geotecnologias no mapeamento de risco geológico a fim de agilizar os estudos e aumentar o nível de segurança.

No artigo de hoje iremos mostrar algumas das técnicas usadas no meio pelos geólogos e geógrafos de todo o país.

O mapeamento de risco geológico

O risco geológico é uma junção de dois grandes grupos de fatores: o humano e o natural.

Os fatores humanos envolvem, por exemplo, a densidade de ocupação dos terrenos e o padrão construtivo das habitações que ali estão.

Já os fatores naturais estão diretamente ligados às características do terreno, como tipo de solo, declividade, cobertura de vegetação etc.

Por isso, a geotecnologia no mapeamento de risco geológico nos municípios do país atua no sentido de filtrar essas áreas e direcionar o estudo das equipes nas regiões mais críticas.

Com o auxílio de mapas produzidos pelos próprios municípios, que indiquem a densidade demográfica, casados com produtos referentes ao tipo de solo, declividade do terreno e cobertura vegetal, que podem ser obtidos por softwares muito comuns atualmente, é possível atribuir notas para o risco geológico e traçar os setores que se apresentarem mais perigosos.

Com o avanço tecnológico dos drones, é possível fazer o uso do mapeamento aéreo para aumentar a eficiência dos trabalhos, levantando a topografia de grandes áreas em questão de poucos minutos, além, atualmente, carregarem sensores que detectam as ondas do infravermelho que transmitem a densidade da vegetação no local.

Geotecnologia no mapeamento de risco tecnológico

Com os dados em mão, é possível produzir os mapas importantes para a avaliação do risco geológico.

Com os dados topográficos obtidos por drones, por exemplo, é possível criar mapas de declividade do terreno e classificá-los de acordo com estudos produzidos, separando as taxas de declividade em faixas de risco (do menor para o maior).

Outro produto muito importante que pode ser gerado com o auxílio de imagens que registraram ondas no infravermelho é a de densidade de vegetação na área.

Plantas saudáveis emitem intensidades de ondas no infravermelho e essa característica pode ser usada para identificar áreas mais florestadas que, por consequência, apresentam mais segurança geotécnica.

Com estes dois produtos, junto a mapeamentos de densidade populacional (se existirem), é possível traçar as áreas de maiores riscos geotécnicos e tomar medidas especiais tanto para aumentar a segurança das áreas quanto para evitar que essas áreas mais perigosas, mas que ainda não foram ocupadas, passem a abrigar novos moradores.

30 de novembro de 2018