Perfuração de poços de monitoramento

Como já vimos, poços de monitoramento são bem diferentes de poços artesianos, seja nos componentes ou no uso. Contudo, a perfuração de poços de monitoramento é semelhante à dos artesianos.

No post de hoje iremos mostrar como é feita a perfuração destes poços e quais são suas implicações, principalmente no preço.

A perfuração do poço de monitoramento

Independente do uso que será empregado para o poço, é necessário obter uma outorga para seu funcionamento, que irá registrar as características do poço e da água, além de conceder seu funcionamento, dando instruções de uso para preservar o aquífero.

Tendo a outorga, é hora de iniciar a construção do poço. Antes de tudo, é necessário ter algum conhecimento do aquífero em questão. Este conhecimento, que envolve principalmente onde estão os níveis mais rasos do lençol freático, pode ser feito de várias formas.

Uma das formas é consultar os próprios poços no entorno da área, analisando a altura da coluna da água e a topografia do local, que irá ceder dados suficientes para aproximar com muita acurácia o melhor lugar para se perfurar.

Outra técnica que pode ser usada, que é muito útil em nos casos em que essa comparação com outros poços pode ser feita, é realizar o estudo geofísico da área. Os métodos se baseiam em encontrar o topo da coluna da água subterrânea através de pulsos elétricos emitidos no solo, que por sua vez irão resultar em medidas características de um corpo da água. Geralmente, os métodos geofísicos não são caros e são rápidos e fáceis de se realizar.

O substrato do poço de monitoramento

Quando se trata de perfurar poços, temos três tipos de substratos diferentes: sedimentar, cristalino e misto. Além de essa característica ser a principal determinante da vazão dos poços artesianos, é também quem dita a aparelhagem que será usada e o custo final da perfuração.

Dizemos que um determinado substrato é sedimentar quando este é composto por sedimentos soltos ou rochas sedimentares. Este apresenta a maior facilidade na hora da perfuração e também as melhores vazões em um poço artesiano.

Um substrato cristalino é formado por rochas cristalinas, como granitos, basaltos e gnaisses. Estas rochas representam o material mais rígido para ser perfurado, exigindo uma aparelhagem mais robusta e, por consequência, mais cara. Em poços artesianos, a água nestes tipos de substratos só pode ser transportada por fraturas e, por isso, estes poços acabam oferecendo baixas vazões.

Por fim, um substrato misto é aquele que é sedimentar e cristalino. Geralmente, a porção sedimentar fica acima do cristalino, já que a porosidade presente é gerada a partir do intemperismo da rocha cristalina.

Perfuração de um poço de monitoramento

Como é realizada a perfuração de poços de monitoramento?

Os métodos para perfuração de poços de monitoramento são variados, mas os principais são: percussão, rotativo e rotopneumático.

O método da percussão baseia-se em movimentos contínuos de subidas e descidas de um martelo que golpeia o tubo da sondagem, fazendo com que este desagregue o material do subsolo e abra espaço para a instalação dos componentes citados acima. É um método barato, de fácil transporte e manuseio, mas apresenta limitações quanto ao tipo de substrato que deverá ser perfurado, uma vez que o método não é capaz de perfurar rochas cristalinas sãs, por exemplo. Recomenda-se, também, que o método seja utilizado para profundidades de até 200 m.

O método rotativo consiste no emprego de uma broca que triturará/desagregará o material rochoso com seu movimento giratório. O porte da perfuratriz também obedece ao tipo de material que será perfurado, sendo que, quanto maior for a resistência do material, maior a potência e o porte da perfuratriz empregada.

A lama só deve voltar para a broca, durante a perfuração, se estiver devidamente limpa. Para isso, vários procedimentos são realizados durante o ciclo externo da lama, como peneiramento, decantação, desareiação e dessilitização.

O método rotopneumático consiste na combinação da percussão em alta frequência com pequeno curso e rotação. O fluido usado para manter o rendimento e manutenção da broca durante a perfuração é o ar comprimido.

Porque ter poços de monitoramento?

Conforme a perfuração de poços de monitoramento é realizada (tanto pelo método da percussão, quanto pelo método da rotação), a análise de calha também é realizada com a finalidade da melhor compreensão da geologia local, visando alguns objetivos principais para o sucesso do funcionamento do poço, como a prevenção do contato entre o poço e vida útil longa (pelo menos 25 anos) e menor custo possível.

Caso você esteja precisando construir poços de monitoramento, entre em contato conosco.

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