Impactos do COVID-19 no setor mineral

Impactos do COVID-19
no setor mineral

Entenda mais sobre os impactos do novo coronavírus no setor mineral global e brasileiro.

Introdução

      Desde o final do mês de fevereiro o COVID-19 está causando um impacto em diversos países, afetando os mais variados setores empresariais. Muitas empresas estão reduzindo suas atividades e, dependendo do país ou região, parando totalmente. Outra grande quantidade de empresas, respeitando as possibilidades, está migrando para home office. No caso de grande parte dos estados brasileiros, a ordem é ficar em casa para evitar o aumento da contaminação e com isso o aumento dos casos deste vírus.

De acordo com a Moody’s , empresa de análise financeira, os impactos do Covid-19 no setor mineral serão moderados. Nos últimos dias tem-se observado uma queda no preço das commodities em geral, até mesmo no ouro, considerado um ativo de proteção.

Vale ressaltar que o minério de ferro é um dos que tem mais sido afetados, pois, como a maior demanda do mesmo é proveniente da China, e neste país está o maior registro de casos do vírus até o atual momento, no curto prazo sua demanda tem diminuído.

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Setor Mineral Global

Mineradoras ao redor de todo o planeta estão anunciando atrasos na sua produção e no desenvolvimento de projetos por conta do cancelamento de viagens e outras restrições impostas pelos governos para conter o COVID-19.
O Peru, responsável por uma quantidade significativa da produção de cobre no mundo, adotou uma quarentena de 15 dias, e com essa medida a indústria mineral do país está praticamente parada. A Codelco, empresa estatal chilena e maior produtora de cobre do mundo, reduziu suas operações, também devido ao risco de contaminação pelo vírus.

A gigante brasileira Vale, comunicou no dia 21/03 que dois funcionários foram diagnosticados com o COVID-19, e além disso, comunicou que iniciou o home office nas suas operações nos países em que o vírus está mais severo, e paralisou por um mês a produção da sua mina de níquel no Canadá. Além disso, a empresa destinou recurso para a compra e doação de cinco milhões de testes para COVID-19 ao governo brasileiro.

Todas essas paralisações, sem dúvidas, irão afetar bastante a produção no setor mineral, o que impactará em redução de recursos extremamente necessários para a sociedade. De acordo com alguns analistas, essa redução na oferta pode gerar problemas quando a demanda na China e outras partes do mundo se recuperarem.

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Setor Mineral Brasileiro

       No Brasil, de acordo com o portal de notícias G1, nota-se que os principais estados que atuam na mineração do setor brasileiro não estão entre os mais infectados, tendo apenas 40 casos em Minas Gerais e 5 casos no estado do Pará, que são os dois estados líderes na produção mineral. No caso do Pará, nenhum caso foi noticiado até o dia 23/03/2020 na província mineral de Carajás, maior região minerária do estado e onde se concentram grande parte das empresas do setor.

Apesar disso, assim como as mineradoras ao redor do mundo, os diferentes players que atuam no mercado brasileiro estão tomando praticamente as mesmas precauções para evitar maiores danos futuros.

A Geoscan consultou 5 empresas de mineração de diferentes portes, atuantes no Pará, Minas Gerais e Bahia e as tendências gerais tem sido

  •  A liberação de pessoas com idade superior a 50 anos ou que se enquadrem dentro do grupo de risco;
  •  Trabalhadores do setor administrativo estão em “regime” de home office
  •  Paralização no setor de pesquisa, mantendo apenas as minas que já estão em exploração.
  •  Na maioria dos casos, as minas estão operando com quadro de funcionários reduzido;
  • As pessoas liberadas que não exercem atividades essenciais estão em regime de férias, ou utilizando banco de folgas existentes.

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) lançou no dia 22/03/2020 uma pesquisa para medir os impactos do COVID-19 no setor mineral do Brasil. As mineradoras irão responder a mesma até dia 31/03/2020, e após isso o instituto realizará um diagnóstico sobre o setor e apontará tendências que, quando divulgado, ajudarão a todos a entender melhor sobre a real situação do setor mineral brasileiro.

Há uma perspectiva da Agência Nacional de Mineração (ANM) adiar prazos e exigências, pois essa tem sido uma tendência geral dos órgãos e entidades fiscalizadoras, e as empresas aguardam um pronunciamento ou resolução nos próximos dias.
A grande questão agora é entender e antecipar os prejuízos ao setor, diretos e indiretos, que poderão resultar em redução de quadros, e impactar diretamente na economia como um todo.

A Geoscan acompanhará a situação do setor para manter todos os interessados informados.

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