Introdução

O Brasil é um país cujo clima quente e úmido é o responsável pela formação de solos espessos e chuvas fortes. Por isso, acidentes geotécnicos no Brasil são comuns, impactando diretamente na economia dos municípios e estados principalmente pelo prejuízo gerado por estes desastres.

No artigo de hoje iremos abordar alguns dos maiores desastres geotécnicos que o nosso país já presenciou.

O conceito de acidente geotécnico

São acidentes geotécnicos para a administração pública os desastres naturais que envolverem parte da sociedade e causar algum prejuízo para a população.

Diariamente, principalmente nas encostas e escarpas desocupadas, ocorrem deslizamentos e desabamentos de terra. Contudo, não podemos dizer que estes escorregamentos e desabamentos representem desastres geotécnicos justamente por causa da ausência do envolvimento humano nestas ocasiões.

O conceito de risco adotado pelas prefeituras em todo o país considera não só o ambiente analisado (se é escarpado, plano, bem drenado ou não etc.), mas também a densidade de ocupação dessas áreas pelas pessoas (geralmente as mais pobres) e o padrão construtivo das habitações dessas pessoas.

Suponhamos, novamente, os casos de deslizamentos em encostas desocupadas. Dizemos nestes casos que não houve acidentes geotécnicos justamente por que não há pessoas vivendo nestes locais.

Já em grandes cidades, mesmo em ambientes extremamente seguros, dizemos que há o risco de acidentes geotécnicos ocorrerem, mesmo que muito baixos, pois essas regiões são ocupadas pela sociedade e os acidentes podem causar danos às pessoas e às estruturas da cidade.

Os principais acidentes geotécnicos no Brasil

Em janeiro de 2007, na tarde do dia 12, ocorria um dos maiores acidentes geotécnicos presenciados pela cidade de São Paulo.

As obras da linha 4 – Amarela, do metrô, especificamente aonde viria a funcionar a Estação Pinheiros, precisaram ser interrompidas por causa de um grande desabamento, responsável por engolir parte da região.

Na ocasião, além de sete desaparecidos, casas e veículos foram comprometidos. De acordo com o laudo técnico emitido e disponível para consulta online, a causa principal do acidente foi uma singularidade localizada do maciço que impossibilitou que os engenheiros tomassem as devidas providências para evitar o acidente.

Há alguns anos, a Prefeitura do Rio de Janeiro emitiu um estudo que compilava os 50 principais acidentes geotécnicos ocorridos na cidade desde 1966.

O documento buscou categorizar a gravidade dos acidentes dividindo-os em três níveis, sendo que os de nível 3 eram os de maior impacto e de nível 1 de menor impacto.

Na maioria dos casos, os acidentes foram causados por corridas de massas que atingiram locais habitados por grandes números de pessoas e poderiam ter sido evitados realizando-se o gerenciamento de risco geotécnico da cidade, identificando as áreas mais desprotegidas e densamente habitadas, propondo, então, obras de reparos geotécnicos para esses locais.

Há três anos o maior acidente geotécnico brasileiro envolvendo uma mineração acontecia. A Barragem do Fundão, nos arredores do município de Mariana, em Minas Gerais, se rompia e liberava todo seu lago de rejeitos para o Rio Doce e o povoado de Bento Rodrigues.

Ainda não houve conclusão do caso e os responsáveis não foram identificados. Tampouco foram indenizadas as vítimas.

28 de novembro de 2018